Eu olho para você e vejo uma garotinha de três anos no corpo de uma mulher de vinte e cinco. Mas independente do seu jeito, desjeito, falta de jeito, manhas, birras e defeitos; eu amo tudo que vem de você. E amo com todas as minhas forças.

No, this can’t be love.  

Paulo não faz qualquer objeção quando uma pessoa procura entender o máximo possível acerca da conduta de Deus, mas se opõe tenazmente quando uma pessoa critica e rejeita a verdade que descobre (…) Pois o homem dizer a Deus como Ele deve agir é tão descabido quanto uma estátua querer dizer a um escultor como ele deve usar o cinzel. A presunção de que o senso de valores de um homem é absoluto e pode prevalecer contra o senso de valores de Deus é, para Paulo, tão ridículo quanto uma estatueta falastrante.

Citação de John Piper retirada do Livro “Escolhidos: Uma exposição da doutrina da eleição”, Sam Storms. 

Eu queria que alguém escrevesse um texto sobre mim. Queria que esse alguém tivesse aquele olhar de plena admiração, e que não conseguisse desviá-lo. Queria ser sua pessoa favorita e que ninguém mais chegasse perto do que eu represento. Queria que pensasse em mim enquanto escuta Matthew Barber e que se lembrasse de mim quando ver alguém lendo no ônibus.
Eu queria que alguém compusesse uma música pra mim. Queria que sorrisse, meio sem jeito, logo pela manhã. Queria que soubesse que eu amo museus, praças e estações de metrô. Queria que soubesse que eu odeio shoppings, supermercados e aquela lanchonete da Rua Ponte Nova.
Eu queria que alguém me desse um buquê de flores. Que usasse uma gravata que combine com meu vestido. Que seja amigo das minhas amigas. Que cante desafinado junto comigo, mesmo no meio da rua. Que leia meus textos, que cante minhas cantigas e que declame meus versos.
Eu queria alguém que me lesse. Não a literatura, mas o olhar. Que entendesse que quando fico triste, tudo soa como mentira. Que quando fico alegre, não adianta pedir para abaixar minha risada. Que quando quero algo, só consigo parar depois de me arrepender.
Eu queria alguém melhor do que eu. Mais inteligente, mais alto, mais imponente, mais teimoso, mais fiel e mais estável. Alguém que não tenha medo das suas emoções como eu tenho das minhas. Que me leve no Parque da Guanabara. Que compre DVDs de desenhos animados pra mim. Que faça um bilhete e coloque dentro da minha bolsa.
E sabe por que quero? Porque quero retribuir.
Quero escrever textos sobre ele, sabendo seu nome, cor de olhos, qualidades e defeitos. Quero ter aquele olhar de pleno orgulho, e jamais conseguir desviá-lo. Quero que ele seja a minha pessoa favorita e não conseguir ver mais ninguém em seu lugar. Quero pensar nele enquanto escuto Barber e me perder na leitura do livro enquanto volto pra casa.
Quero compor músicas, quero escrever poesias, quero ser desvendada. Quero ter um porto seguro que ame Disney e Pixar, que segure minha mão na Roda Gigante e que seja tudo o que não sou. Eu quero ler o que tem naquele bilhete.
E sabe por que quero?
Porque eu quero, desesperadamente, ter o objeto do meu verbo amar.

I’m a shipwreck with this heart of stone.

C.T.

(via the-freedom-writers)

Dizem que encontramos as melhores coisas da vida quando não estamos procurando, e eu perdi as contas de quantos textos que já li começam com a frase clichê que acabei de dizer. Mas eu hoje vi uma pessoa – que com certeza não é a única com este pensamento – dizendo que precisa de alguém que a chame de “meu bem” e diga como é bom ficar com ela. Eu acho que senti pena. Quer dizer, será que precisa mesmo? As pessoas estão tão desesperadas que começaram a buscar felicidade pra todo lado, e nem se importam com a essência da verdadeira felicidade. Tem gente que força amizade, força choro e força riso, e força até o amor. Pois eu acho que essas coisas deviam acontecer tão naturalmente que, quando chegassem a ser reais, fossem percebidas de repente. Sinceramente, acho que assim é bem melhor. Todo mundo achava que eu e a filha da melhor amiga da minha mãe também seríamos melhores amigas, porque temos quase a mesma idade, morávamos perto uma da outra, gostávamos das mesmas coisas e nos conhecemos desde que nascemos; mas eu não a vejo há uns dois anos e, pra ser honesta, nossa relação nunca passou de andar de bicicleta na rua em que eu morava. E a minha melhor amiga, bom, eu a conheci quando tivemos que passar alguns minutos dentro do mesmo ônibus pra chegar à igreja no domingo. Acho que tudo que as pessoas desesperadas e, diga-se de passagem, “carentes” conseguem é um sentimento repentino que surge por falsa necessidade e logo passa, simplesmente porque não era real. O que é real surge sem ser notado. O que é real surge quando, mesmo que você não queira, se apaixona por um sorriso porque ele te faz sorrir, e não quando sai procurando por alguém pra poder mostrar pra todo mundo que ele te chama de “meu bem” e satisfaz seu próprio ego. O que é real surge quando o piadista da turma diz algo engraçado e você solta aquela gargalhada alta e tem que se segurar pra não fazer a maior bagunça com o refrigerante que estava tomando, e não quando você tenta rir pra chamar a atenção de alguém como se quisesse mostrar aquela alegria exagerada. Eu detesto isso. Sabe, aquelas meninas escandalosas que adoram mostrar como estão felizes com a roupa nova, o cabelo recém-escovado e o namorado lindo. Isso não é real. É, talvez eu esteja louca, mas acho que prefiro ser chamada de “meu bem” por causa do significado dessas palavras, e não por causa do rótulo que esse apelido recebeu. Mais sinceridade, por favor.

V.M. (via the-freedom-writers)